Ele se esconde num corpo muito menor que sua alma...
Fica ali, apertado sofucando com sua alma.
Morando dentro de um corpo que não lhe cabe.
Uma alma tão grande, presa em matéria tão comum.
Deveria ter vindo a luz a água ou som.
Poderia ter vindo vento para espalhar esse tom.
E, rasga essa felicidade na boca.
Rasga essa coisa contida.
que é tão condensada em ti...
Vai e, rasga mesmo essa displicência eterna...
Que camuflas no teu ser etéreo.
Submissão ao que o teu ser decide.
Áh mas isso é só no cinema.
Arte que se aplica a ele.
Que dirige produz e contracena.
No filme sou eu que decido.
Eu sou letras, sou palavras
Soltas ou arrumadas.
Sou um invento
um contentamento sem cor.
Sou o que não tinha que ser,
ou se tinha, quem vai saber?
Sou cheia de coisinhas minhas
Que aprendi a na vida
a arrumar em caixinhas
e, é isso o que eu sou,
gente mal trapilha, sem eira nem beira
ao longo do caminho procuro um destino.
Logo penso que encontro, no deserto do meu ser
vejo sorrisos tristes
e, sonho com o teu aparecer.
Desvio o sonho, como rampa retardada
sinto a alma em folgo, de desilusões do nada
busco a imensidão de um olhar sem ver
sonho na paisagem de um dia me erguer...
Neste espaço antevejo a minha tristeza infinita
envolta num sentimento de angustia,
num remoinho gigante de espiral tortuosa e,
apenas sei que o meu comando
é estar sorrir e chorar...
Lágrimas em sonhos esbatidas, no meu ser, cansado
de uma cidade, sabendo que jamais te volto a ver
apenas sei que derivo do quê e do nada,
na ilusão do sentir ao reviver as "pancadas"
de vidas de sonhos de misérias, num estreitar de abraços..
que jamais me tocaram.
eu sonho, eu sinto, no amorfo da memória
que se sobrepõem sentidos e sentimentos,
esses ficam os outros voam...
Como eu adorava voar,
sentir em ti o resfolgar da liberdade
sabendo que tudo o que escrevo
apenas me trás imensas saudades,
daquilo que fui, do já não sou,
fugindo do real desperdícios de vidas
acordando para uma miserável vida real.
tristezas, sentidas em corpos apagados
de tochas adormecidas na liberdade da vida.
sábado, 19 de dezembro de 2009
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Alma perdida
Não perdi a minha alma
Apenas a desconheço
Assim eu vou chorando
A vida não vivida
Os sonhos desencontrados
de alma abandonada
Não a conheço, tento descobri-la
Onde nem sei
montes, vales e naquele
mar desenvolto em névoas
Vejo o adiar do meu eu
Sem me reconhecer a mim mesma
Busco o Sol a lua
Na imensidão Celeste
Onde a aurora mal
Desponta no horizonte
Sorrio nesta aventura
de Alma desencontrada
sem saber algo de nada
Sinto que foste
Como chegaste
na madrugada dos silêncios
Afagando apenas os meus cabelos
Esvoaçando e perdendo-me
Na procura da minha
Alma perdida
Nesta estrada da vida...
Apenas a desconheço
Assim eu vou chorando
A vida não vivida
Os sonhos desencontrados
de alma abandonada
Não a conheço, tento descobri-la
Onde nem sei
montes, vales e naquele
mar desenvolto em névoas
Vejo o adiar do meu eu
Sem me reconhecer a mim mesma
Busco o Sol a lua
Na imensidão Celeste
Onde a aurora mal
Desponta no horizonte
Sorrio nesta aventura
de Alma desencontrada
sem saber algo de nada
Sinto que foste
Como chegaste
na madrugada dos silêncios
Afagando apenas os meus cabelos
Esvoaçando e perdendo-me
Na procura da minha
Alma perdida
Nesta estrada da vida...
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Alma perdida
Encontro-me perdida em sons de música, aquela música celestial que outrora ouvia no coro onde até eu cantava, silêncios de menina num condor de inocência que foi sendo destruida nos arrepios de vidas...
Partilhas sentidas sem tom nem som, num esgar de rebeldia transformada em atropelos onde vou dando passos desconexados sem ida nem vinda e, continuo ouvindo aquele hino que me incomoda mais que o prórpio ser corro, fugindo de mim mesma reviro-me em tormentosa nostalgia ouvindo ao longe o piar de algo que me faz sorrir.
Corro em ventos de tempestades como em tormentas transfiguradas em relâmpagos e o raio rebenta ensurdecendo os meus ouvidos pasmando a mudez de minha boca que de susto apenas grita, e, fugindo de mim mesma apenas ouço o bater do meu triste e sentido coração num afago de plenitude do meu sentir sem saber para onde vou em desvairos de sentidos, dou por mim a pensar que o som da música me fez sonhar...
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